quarta-feira, 5 de março de 2008

9:46 - Fim

Pela manhã,o telefone de Monteiro toca, e ja pressentindo que poderia ser uma noticia ruim do hospital, pede para que Bette atenda, a noticia obvia mente não poderia ser pior, olhando para a cara de Bette, Adam e Monteiro, ja ficam sem reaçao.
-Sim, Phill tá morto- diz Bette com seu jeito seco de falar já acendendo um cigarro.
Adam vai pro banheiro sem falar nada e Monteiro abraça Bette.
Depois de todas as emissoras de tv encherem o saco dos ex-integrantes dos "Afônicoz'' durante 2 anos no minimo, enfim esquecem deles, Bette um ano após a morte de Phill, teve um caso com Adam, mas nada durou mais que uns 2 anos, Adam casou com uma fã de sua extinta banda e foi
morar em New York, lá ele trabalhou como uma pessoa 'normal', usando terno e gravata em um predio publico até quebrar a perna jogando Cricket, e tendo que se aposentar.
Monteiro casou, mas depois de 2 anos ficou viuvo, e se matou.É,simples assim!
Depois de quase 6 anos sem contato com os outros integrantes de sua antiga banda, Adam, dando uma volta pelos bares de Nova Iorque com sua muleta, acaba encontrando Bette, reconhecendo ela pelo seu baixo amarelo, ela demora um tempo pra reconhecer Adam, ja que ele nunca havia usado o cabelo tão curto como agora, ela tocava agora em uma banda underground, mas estava de passagem por New York, pois agora morava em Buenos Aires, pois lá as coisas davam mais certo pra ela.
Feliz em rever ''um velho amigo'', Adam fica sabendo da morte de Monteiro, pois Bette nunca perdeu contato com ele, Adam mostra as fotos de seus filhos, gemeos, nada muito interessante para Bette, que nunca quiz casar e ter filhos. Eles tomam mais uma cerveja, e Adam se despede dela saindo do bar pela manhã, ja que o avião de Bette sairia naquele domingo as 9:46 e ela preferia dormir no voo. Após a despedida, já dentro do avião, Bette lembra dos tempos antigos, quando fazia um sucesso notavel, mas logo não pensa mais nisso, já que está feliz com sua banda
Em Nova Iorque, Adam encontra em uma loja velha de discos, e discos agora eram seu hobby, o album 'The Grape', o primeiro de sua banda, apenas com musicas em ingles, um ingles infantil por sinal, e esse ele ainda não tinha.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Meio...

Phill, é o primeiro a sair do palco, quase se arrastando, as luzes que vinham do palco em direção
ao publico deixavam seu corpo mais magrelo ainda, e como sempre ele nunca desce os degraus que dão acesso ao camarim sem pisar errado e quase cair. Bette, a baixista, leva seu baixo junto, como se fosse um filho, levando ele ainda com a correia pendurada naqele baixo amarelo fosco. Adam, sempre mais atencioso com o publico, joga a palheta, vai até ponta do palco, agradece, fala algumas coisas no microfone, e se direciona ao camarim, junto com Monteiro, que joga ao publico as baquetas, a camisa, e o que mais ele pudesse tirar até um certo limite.
Já no backstage, dentro do camarim, a banda bebe sem muita animação, falam sobre Phill, que não está mais lá, naquele momento já estava a caminho de um hospital certamente quase em coma, talvez por motivo de outra dose após o show.
No outro dia o resto da banda, exceto Phill, que estava internado,com obviamente overdose, da uma entrevista a algumas redes de TV, entre as perguntas mais feitas estão: ''Onde está o Phill?'', ''A banda vai acabar mesmo?'', ''Bette e Adam, voces tem um caso?'', etc. E naquele clima tenso, chato, e de pressão, Adam encerra a entrevista.
Dentro do carro os amigos resolvem, ao em vez de ir direto dormir no hotel e pensar no que fazer após o fim da banda, que só não tinha um anuncio de término ofical, preferem passar no hospital onde Phill estava internado. Chegando lá vêem que ele não está melhorando, como a hora da visita ja havia passado ha meia hora, os amigos de Phill preferem ir para o hotel,
já que não adiantaria ficar ali...
[continua]

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

The Grape

''Faltam 2 minutos, 2 minutos...''
Era o que dizia uma certa mulher com aqueles microfones presos a fones, ou
vice e versa, com um colete verde escuro, quase musgo, escrito nas costas algo que começava com 'P'.
Era assim que tudo começava sempre.
Enquanto as luzes acendem e apagam, ao ritmo da bateria onde R. Monteiro, ja estava posicionado havia um tempo, e ali ele estava acostumado a fazer um 'showzinho' particular, enquanto seus amigos convenciam Phill à entrar no palco. Ja acostumados com a situação, Bette La Rosa, baixista, e Adam, guitarrista, sempre que não convenciam Phill a entrar no palco, contavam até 3 e arrombavam a porta do banheiro , onde, se houvesse um, ele certamente se trancaria, dando depois a desculpa de que tinha dores violentas no estomago, ou na cabeça, mesmo sabendo que nessa ninguem mais caía desde que foi preso por portar heroína num vôo devolta à capital, e foi foi o que fizeram.
Então sobem ao palco, para o alivio de Monteiro, que não agüentava mais inventar solos de bateria, rufadas, entre outras firulas.
Todos devidamente prontos, ou quase, esperam Phill que fazia a base, dar a primeira palhetada, iniciando um show que dependendo do humor e da dose que ele tomasse, duraria no maximo 30 minutos.
Começam tocando ''Luna'', que apesar do nome, parte dela apenas era em espanhol, é onde o público fica euforico, mas apenas por que havia começado o tão esperado, e um dos ultimos shows dos 'Afônicoz', depois passando por 'Turcos', musica do primeiro CD da banda, mas que pode ser considerada um hino pelos fãs, enseguida 'coladas' umas nas outras, vem 4 musicas que são boas, mas que não tocaram muito nas radios nesses 7 anos de midia, depois disso vem uma 'baladinha' só com guitarras e bateria, depois disso
mais 2 'hits', uma ultima musica, digamos que 'quase inédita', até que surpreendem com um cover de uma banda da Costa-Oeste, chamada 'Nôrmans'.
Faltando uns minutos para acabar o show, apenas mais uma musica, Phill, se despede, avisando que seria a ultima, então tocam a ultima canção, chamada, 'Ellos'.
continua...